Contains spoilers

Vertigo is insanely made: in a very positive way. The way Alfred Hitchcock manages to create moments of tension, moments of mild horror, of mystery, of pure noir with the help of the score and his skills is amazing and once again proves Hitchcock’s cinematic abilities.

The film starts out really well with the persecution scene, and the soundtrack that accompanies it, soundtrack that gets executed finely throughout the rest of the movie and is definitely one of the best aspects of the picture. Curiously, this scene in particular marks the beginning of the use of the “dolly zoom”—an in-camera effect that distorts visual perception and can only be made with a camera—, and in this context, it clearly served to intensify the protagonist’s acrophobia and vertigo, something intelligently practiced.

The story then moves a little bit monotonous, somewhat boring, but it gets better and really interesting as the condition of Madeleine Elster gets revealed, maintaining interesting, curious and intriguing throughout the rest of the film. The plot twist and the final moments are also a thing to be mentioned and something that effectively defines the quality of the picture.

The actings are also worth talking about, specially James Stewart’s interpretation, far better than his performance in Rear Window, released in 1954 and also directed by Alfred Hitchcock. Kim Novak acts finely, Tom Helmore too. Barbara Bel Geddes acting is, of all these, the worst, and in my eyes not very much of a win for the story.

To sum it all up, Vertigo is a huge weight to Alfred Hitchcock’s filmography and just some more proof that the title “master of suspense” fits like a glove in him. Though not better than Psycho—in my view, his magnum opus—, or maybe The Birds, the film is definitely worth a view for every cinephile.


Contém spoilers

Vertigo está insanamente feito: duma maneira muito positiva. A forma como Alfred Hitchcock consegue criar momentos de tensão, momentos de leve horror, de mistério, de puro noir com a ajuda da banda sonora e das suas aptidões é incrível e mais uma vez prova as habilidades cinemáticas de Hitchcock.

O filme começa muito bem com a cena da perseguição, e a música que a acompanha, música essa que é bem executada durante o resto do filme e é definitivamente um dos melhores aspetos da longa. Curiosamente, esta cena em particular marca o início do uso do “dolly zoom”—um efeito “de câmera”, digamos assim, que distorce a perceção visual e só pode ser feita com uma câmera—, e neste contexto, serve claramente para intensificar a acrofobia e as vertigens do protagonista, algo inteligentemente praticado.

A história depois desenrola-se de forma um bocado monótona, algo aborrecido, mas fica melhor e torna-se mesmo interessante assim que a condição de Madeleine Elster é revelada, mantendo-se interessante, curioso e intrigante para o resto do filme. A reviravolta da história e os momentos finais são também algo digno de se mencionar e algo que efetivamente define a qualidade da longa.

As atuações também devem ser faladas, especialmente a de James Stewart, muito melhor que a de Rear Window, lançado em 1954 e também realizado por Alfred Hitchcock. Kim Novak interpreta bem, Tom Helmore também. O desempenho de Barbara Bel Geddes é, entre todos estes, o pior, e nos meus olhos não é uma vitória para a história.

Para resumir tudo, Vertigo é um grande peso na filmografia de Alfred Hitchcock e só mais uma prova que o título de “mestre do suspense” assenta que nem uma luva nele. Mesmo não sendo melhor que Psycho—a meu ver, o magnum opus dele—, ou até que The Birds, o filme merece sem dúvida alguma ser visto por todos os cinéfilos.


Directed by / Realizado por: Alfred Hitchcock

Written by / Escrito por: Alec Coppel, Pierre Boileau, Samuel A. Taylor, Thomas Narcejac

Starring / Com participações de: Barbara Bel Geddes, Henry Jones, James Stewart, Kim Novak, Tom Helmore


9/10

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